O taxista do ponto base do Centro de Turismo, na Praça Dermeval Barbosa Moreira, desaparecido desde a madrugada da última quinta-feira, 14, Juarez de Oliveira Machado, 54 anos, foi assassinado, tendo seu corpo sido encontrado no sábado, 16, num buraco escavado próximo à margem de uma estrada de terra batida, no acesso a Salinas, distrito de Campo do Coelho, e reconhecido pelo filho dele, Paulo Victor Noel Machado, que acompanhava os policiais do 11º BPM e da 151ªDP numa diligência com cães farejadores.
Na estrada, Paulo reconheceu pedaços do revestimento da mala do táxi de seu pai, o Palio Adventure vermelho, LLI 7855. O corpo estavasemienterrado e encoberto por vegetações secas. Foram roubados apenas R$ 80 que Juarez tinha na carteira. Seus pertences e uma caderneta com telefones de clientes foram abandonados na estrada próximo ao corpo. O táxi foi abandonado ainda na quinta-feira, nas proximidades de Lagoa Seca, entre os distritos de Conselheiro e Riograndina.
No início da tarde de sábado, 16, policiais do Patamo 1, através de investigações e denúncias, capturaram dois acusados do assassinato: Dione Damasceno Soares de Oliveira, 18 anos, e um adolescente de 17 anos. Ambos estavam escondidos há pelo menos dois dias numa mata da Rua Souza Cardoso, na Vila Amélia. Ao ser flagrado, o menor confessou aos policiais que em companhia de Dione e de um outro rapaz, ainda foragido, solicitou a Juarez uma corrida à Chácara do Paraíso, na madrugada do dia 14. Na RJ-150 (Nova Friburgo-Amparo-São José do Ribeirão), após a fábrica Haga, Dione rendeu o taxista anunciando o assalto. Juarez foi obrigado a desviar o itinerário rumo à RJ-130 (Nova Friburgo-Teresópolis).
No caminho, ao tentar reagir, Juarez foi espancado e colocado na mala do táxi. Dione teria assumido a direção do veículo e já na estrada vicinal de acesso a Salinas teve que parar para trocar um pneu furado, num trecho totalmente ermo. Juarez teria conseguido abrir a mala e corrido, mas foi apanhado pelo trio, que o espancou até a morte com golpes na cabeça desferidos com a chave de roda do veículo, chutes, socos e pontapés. O trio enterrou o corpo de Juarez no próprio local e fugiu com o táxi, abandonando na tarde seguinte.
A avó do adolescente apreendido disse em depoimento aos policiais do núcleo de homicídios da 151ª DP que na quinta-feira, 14, seu neto, em companhia de Dione e outro rapaz, esteve em sua casa para almoçar. Todos aparentavam estar muito nervosos. A mulher estranhou o fato de Dione estar dirigindo um táxi vermelho e perguntou que carro era aquele. “Dione me disse que o táxi era do seu novo patrão, um homem muito rico, que morava no Vale dos Pinheiros e que emprestou o carro”, revelou a avó do adolescente, encaminhado ontem, 18, ao instituto Padre Severino, no Rio, para recuperação de menores infratores. Os policiais militares que capturaram Dione e o adolescente na mata da Vila Amélia informaram que Dione, o menor e o foragido decidiram assaltar o taxista para conseguir dinheiro, e depois de matá-lo ainda circularam com o táxi pela região de Salinas e também no Centro, antes de abandonarem o veículo em seguida. Ainda de acordo com a polícia, Dione é acusado de ameaçar moradores de Salinas. Além dos PMs do Patamo 1, o sargento David e os soldados Gilber, Flaner e Maurício, participaram da operação o subtenente Brandão e o soldado Cardinot, com a supervisão do comandante do 11º BPM, tenente-coronel Marcelo Freiman juntos com policiais civis supervisionados pelo delegado Luís Cláudio Cruz que exaltou ontem, em coletiva à imprensa no quartel do 11º BPM, junto com o comandante Freiman a parceria das polícias civil e militar que deram uma resposta rápida à sociedade no esclarecimento do crime. Outros dois acusados da morte do taxista já foram identificados.
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